quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Uma noite diante de meu reflexo

Para primeiro post resolvi que não vou falar de como surgiu o nome do Blogg ou mesmo alguma coisa relacionada a minha pessoa. Uma noite inspirada estava, e resolvi escrever sobre uma Teoria que perseguia minha mente fazia tempo. Escrevi esse texto sobre Espelhos e agora divido meus pensamento ainda incompletos e a escrita dos 15 anos de idade.

O espelho é um objeto até mesmo metafísico que representa muitos simbolismos, e todos eles levam ao ser e vinde a ser.

Na psicologia o espelho é o homem, o reflexo é que o torna homem e o homem é seu reflexo. Quando você xinga alguém ou não gosta de uma pessoa na verdade você não gosta de algo seu que refletiu na pessoa.

É cm se você entrasse em uma daquelas cabines com quatro espelhos, surgirá os raios incidentes: chame-os de qualidades e defeitos; até mais que isso são partículas do Ser refletidas.

O maior ponto do homem é sua característica sendo que sua estrutura não está sendo sujeita de cm é formada aqui, contrapõe os opostos: defeitos e qualidades, quando citamos isso veja que são relativos, por exemplo, a sinceridade tanto pode ser uma qualidade cm um defeito, vai depender da sua intenção (e interpretação).

A perfeição é uma maneira do homem buscar algo, um método de evolução, sabemos que é inalcançável por isso mesmo que tanto tentamos chegar. Quando digo que o espelho é um caminho, estou querendo dizer que através de nossos reconhecimentos, a auto-avaliação é um meio-caminho da evolução.

Evolução no mais amplo dos sentidos; “Conhece a ti mesmo” e a partir desse conhecimento seja a luz. Fiz uma analogia, a luz que faz o espelho refletir e logo a imagem virtual, o conhecimento que reflete no homem e logo a idéia, o esclarecimento.

“O inferno somos nós” – Sartre

O inferno nos outros é o inferno que vemos em nós mesmos, somos reflexos, lembra? Para que ambos se contentem veja o céu, seja o auto contentamento.

Pegue um espelho dos desejos e coloque uma pessoa realizada lá, ela simplesmente verá nada mais que sua imagem normal, pq é contente consigo e reflete nos outros sua felicidade, o auto conhecimento não deve trazer a contemplação, mas a simplicidade das coisas e/ou sua realidade, aceitação sem esquecer o melhoramento do mesmo.

Não existe apenas uma parte, defeitos e qualidades, são opostos por complementarem entre si, a perfeição é reconhecer os opostos e fazer disso conhecimento.

Sendo um caminho o espelho exige escolhas, antigamente pessoas tinham medo de espelhos, pois eles aprisionam suas almas se olhassem, uma mente distorcida terá imagens distorcidas, enganar a si próprio é a prisão da alma, sem o conhecimento acabamos presos por uma idéia e nada mais que aquela, a ignorância nasce da nossa prisão.

A palavra reflexo se constrói a partir do verbo latino flectere, que se traduz por “fletir” ou “curvar-se”, e pelo antepositivo, que expressa aquilo que se faz “novamente” ou “para trás”. Etimologicamente refletir significa, portanto, inclinar-se para trás.

Os egípcios utilizavam-se de espelhos para rituais de magia, observação dos fenômenos e adivinhação, lembra da bruxa-madrasta e sua evocação do gênio, e ainda falando em misticismo o espelho é um mergulho em si mesmo que leva a outro nível de consciência.

 

3 comentários:

Fabiano disse...

Quem sabe não me animo a escrever no meu blog também?

Muito bom, Carolina. :)

Constantin Constantius disse...

Oi Carol!

Li seu texto, muito bom e muito boa a reflexão, depois vou comentar algo. Pois ele é um texto muito denso, rs! E força bastante o nosso entendimento, rs!

Parabéns!

Beijos do Arquiteto-Constantin!

Bruno disse...

Interessante vc chamar a atenção para os espelhos. O lacan vai falar dos espelhos também, ele vai observar um fenômeno que ocorre com as crianças pequenas, se vc pegar uma criancinha muito pequena ela não consegue reconhecer a sua imagem no espelho, ela só ve uma chapa sem sentido. Quando ela chega a uns 3 ou 5 anos não lembro direito ela começa a brincar com a imagem dela no espelho, vc coloca ela na frente do espelho e ela fica se mechendo e pulando e tal, porque a partir daí ela consegue ver a sua imagem no espelho, consegue entender até onde vai o seu corpo. É interessante pensar que a divisão entre eu e o outro é sempre falha, iso se expressa nesses fenômenos que vc falou citando o sartre, de projetar as coisas que vc não aceita em sí mesmo no outro( aqui a gente não esta falando só de imagens, mas eu explico depois). É interessante pensar também que essa imagem corporal nunca é completa, e isso se expressa em uma experiência que se dá frente ao espelho também, de se estranhar na frente do espelho, um sentimento de esse sou eu mesmo? Ou quando vc se vê num filme e acha que não é vc lá, ou quando principalmente as mulheres não conseguem achar roupa, como se sempre estivesse alguma coisa faltando, e de fato sempre esta alguma coisa faltando do ponto de vista da imagem corporal. Um outro exemplo flagrante disso são os casos de anorexia, em que as meninas estão quase morrendo de fome e se olham no espelho e se veem gordas. Tudo isso pra falar que a imagem corporal e das coisas é algo de construido, não algo simplesmente captado passivamente, daí se tornarem possíveis fenômenos como os das anorexar ou as alucinações dos esquizofrenicos por exemplo. Pro lacan esse registro da imagem corporal que se expressa frente ao espelho é um dos pontos importantes do que é o ser humano. É o registro do imaginário, do que diz respeito as imagens, mas tem ainda o registro do simbólico e do real, então o ser humano não é só a sua imagem no espelho, apesar de esta ser importante.Diante disso tudo é que surge a necessidade de refletir, de curvar-se para traz ou curvar-se novamente como vc disse, mesmo que o refletir nunca seja o bastante^^